quinta-feira, 28 de abril de 2016

Convergente – Opinião

Fiquei muito desiludida com este livro, estava à espera de muito mais.
Adorei os dois primeiros livros e esperava ler algo parecido com os outros, mas depois da Tris, do Quatro e dos outros todos terem conseguido sair de Chicago senti que a história foi para um local completamente diferente, e que já não estava a ler o mesmo livro.
Achei que o livro teve muita pouca ação, foi demasiado lento e que nunca mais acontecia algo de extraordinário, e que página sim página não havia discussões entre Tris e Quatro, fazendo com que a história em si deixasse de ter tanto impacto, havendo um foco maior na relação dos dois, o que a meu ver, devido a tudo o que se andava a passar em Chicago, não deveria ter sido o foco do livro, era escusado.
Senti que ficou muito por dizer e que a narrativa tinha potencial, mas que não foi muito bem conseguida. Este livro fez-me pensar um pouco sobre o futuro, pois como cientista percebi que algo assim poderá mesmo vir a ocorrer, o que seria uma tragédia, mas sendo o ser humano como é, que só quer saber de si e que os outros não interessam, não acho nada impossível.
Tris sempre se mostrou uma rapariga corajosa e que se preocupa mais com os outros do que com ela própria, tornando-a diferente das pessoas que a rodeiam (apesar disso, digo sinceramente que nunca fui a maior fã dela), e foi mais uma vez o que foi demonstrado nesta narrativa, uma rapariga que vai contra tudo e contra todos para conseguir salvar os que mais ama, sem pensar nas consequências que poderão surgir para ela quando realiza tais atos.
Apesar de ter odiado o final, acho que era o que deveria ser feito, faz sentido depois de tudo o que se viveu com os outros livros, e que não faria sentido ter acabado de outra maneira. Qualquer leitor gosta de finais inesperados e para mim este foi um deles (apesar de ter lido o spoiler antes de ter acabado o livro, e por isso já sabia que ia acontecer --‘).
Gostei bastante também de o livro ser dividido entre Tris e Quatro, permitindo ver os pontos de vista dos dois e perceber o porquê de estarem a fazer as coisas da maneira que estavam.
Como final de uma trilogia, acho que preferia ter ficado pelo segundo livro e não ter lido este, mas pronto é sempre bom acabar uma série, mesmo que o último livro seja um pouco desapontante.
Tenho ainda o livro “Quatro” para ler, que se não me engano são histórias passadas antes de Divergente e são contadas do ponto de vista de Tobias, espero que valha a pena. :)

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