quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Accio Books – 2º livro dezembro 2017

Com o ano a acabar começo a pensar nos livros que ainda gostaria de ler este ano para tentar acabar com leituras maravilhosas. Como tal, decidi optar por ler um livro que ando curiosa desde há muito, apesar de só o ter em casa há pouco tempo.
O livro escolhido foi “The Winner’s Curse” de Marie Rutkoski, que é o 1º livro da trilogia com o mesmo nome.
Anda-me a apetecer ler livros em inglês nos últimos tempos e por isso é provável que até ao final do ano só vá pegar em livros assim. Já tenho um pequenina lista que gostaria de ler e vou tentar que ela se cumpra.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Entrevista: Bruno Martins Soares




Hoje trago-vos algo diferente! Tive uma pequenina conversa com o autor Bruno Martins Soares e trago-vos algumas curiosidades e também novidades sobre o segundo volume do romance T
he Dark Sea War Chronicles (opinião do primeiro volume aqui).


1. Passaram 5 anos desde que publicaste a Saga de Alex 9, o que estiveste a fazer durante este tempo?

BMS: Essencialmente estive a escrever. Foquei-me essencialmente em trabalhar manuscritos. Tenho muita coisa produzida nestes anos, de cinema e televisão a teatro e literatura. Em literatura, para além deste novo The Dark Sea War Chronicles, escrevi ainda outro romance histórico para jovens que não sei quando sairá e finalizei um livro de contos. E estou agora a acabar o primeiro volume de um novo romance, Laura and the Shadow King. Portanto, foram anos de muito trabalho de escrita. Mas não quero voltar a estar tanto tempo sem publicar. O meu plano é publicar pelo menos um romance por ano nos tempos mais próximos, espero não desapontar.



2. The Dark Sea War Chronicles tem um tom e uma atitude muito diferentes de Alex 9. Podes falar-nos disso?

BMS: Sim. DSWC tem um tom mais adulto, mais negro. Julgo que se aproxima mais do tom que me agrada e que quero continuar a usar. Isso não quer dizer que não escreva coisas mais leves, mas este tom mais negro é o meu preferido.  É mais fácil abordar coisas sérias, como o sacrifício, os traumas, a brutalidade da guerra, com um tom mais adulto.

3. Porquê publicar em inglês?

BMS: É sempre difícil publicar ficção científica. E o público scifi português, apesar de ser dedicado e inteligente, não é muito extenso. E para além de não ser muito extenso está também aberto a ler em inglês. Achei que se queria alargar o meu público não o conseguiria fazer em português. Talvez esteja enganado, mas julgo que não. E esta aventura da Amazon é também uma oportunidade de abordar o público de uma forma diferente. Está já a ser uma experiência muito interessante.

4. Como têm sido as reacções?

BMS: As reacções têm sido muito boas. Toda a gente está a gostar da história e das personagens. Já tive centenas de downloads do livro e já consegui vender desde a Austrália aos Estados Unidos, à Índia e ao Brasil. Não posso dizer que seja um sucesso de vendas ainda, mas está a ser muito interessante.

5. Porquê o self-publishing? Como tem sido a experiência?

BMS: Julgo que o self-publishing é o futuro. As editoras não vão desaparecer, mas o seu papel vai ser cada vez mais elitista. Estou plenamente convencido disto. E as editoras vanity vão morrer, estou convencido. Quem é que paga centenas ou milhares de euros para publicar numa editora que não faz marketing nem promove o livro se pode publicar por exemplo numa Amazon quase sem custo? Os direitos recebidos pelos escritores na Amazon chegam aos 70%.  Isso é muito interessante para um autor. Se as editoras não fizerem esforços de marketing pelos seus autores, de que servem, na realidade? Se são os autores a fazerem os esforços de vendas, então mais vale publicarem eles próprios. E o self-publishing não existe apenas para ebooks. O meu livro, por exemplo, está também disponível em forma física, o que é excelente. Acho que é quase obrigatório, hoje em dia, para um escritor, conhecer o self-publishing. É uma alternativa que tem mesmo de explorar. Em breve será comum mesmo para um autor profissional publicar simultaneamente coisas em self-publishing e outras em editoras.

6. Fala-nos deste novo romance, The Dark Sea War Chronicles.

BMS: É a história de Byllard Iddo, um oficial subalterno da Marinha Espacial de Webbur, num sistema solar noutro ponto da galáxia. Os vários planetas deste sistema solar estão em guerra e Byl Iddo irá ter um papel muito importante nessa guerra, que é uma espécie de Segunda Guerra Mundial no Espaço. Acima de tudo, julgo que a história de Iddo é uma história bastante humana, com traumas de adolescência (ele matou o pai num acidente de treino de artes marciais) e intensas histórias de amor. Se Alex 9 era um romance sobre a família, acho que DSWC é um romance sobre o sacrifício. Enfim… Também é um romance sobre a família, na verdade…

7. Mas de outra forma…

BMS: Mas de outra forma.  Alex 9 estava à procura de uma razão de vida, de um lugar onde pertencesse. Iddo, por seu lado, sabe que pertence à Marinha Espacial. O que não suspeita, no entanto, é o que terá de sofrer para honrar esse lugar. Como já disse, é um romance mais negro, mais violento, num certo sentido.

8. Até agora só foi publicado o primeiro volume. Quando é que saem os próximos volumes?

BMS: O segundo volume deverá sair até ao final de 2017 e o terceiro nos primeiros meses de 2018.

9. Então é tudo rápido. Uns atrás dos outros. Porquê?

BMS: Sim. O romance está já escrito até ao fim. Prefiro que as pessoas não esperem pelos outros volumes. Por questões de publicação, promoção e pricing, era importante ter vários volumes. Não compensa, no self-publishing e nos ebooks, ter um romance grande, mais vale ter vários volumes mais baratos. Mas como também não gosto de estar à espera anos pelos volumes de uma série de outro autor, imagino que as pessoas não gostem de estar à espera dos meus volumes. E ao contrário da venda física, na venda online julgo que não compensa esperar muito tempo.

10. E o futuro, como vai ser?

BMS: Bem, como disse, estou agora a acabar o primeiro volume de um romance de scifi pós-apocalíptica que julgo estar a correr bem. Laura and the Shadow King deverá estar pronto a sair na próxima primavera ou verão. Por outro lado, tenho vários outros ebooks a sair. Quero publicar cada vez mais contos, que é algo que gosto de escrever mas que é difícil de publicar. Mais uma vantagem dos ebooks e do self-publishing. A minha intenção é de publicar cerca de um ebook por mês no próximo ano. E também acabei de lançar um blog em língua inglesa chamado Hyperjumping (https://hyperjumpingblog.wordpress.com/ ). A minha intenção é conseguir 100 subscritores nos próximos meses. Convido desde já os teus seguidores para me seguirem também no Hyperjumping. E a ti também, claro!

11. Claro! É sobre o quê?

BMS: É sobre Escrita, Ficção Científica, Fantasia, Filosofia. Acho que as pessoas vão gostar. Tenho estado a trabalhar cada vez mais na teoria e na prática da Escrita Criativa. Tenho estado a dar alguns Webinars Gratuitos sobre o assunto que têm sido bem concorridos. E tenho escrito no site Simetria (https://blog.simetria.org/ ), em português. Gosto desta área e pretendo explorá-la cada vez mais. Claro que continuo ligado ao cinema e aos audiovisuais.

12. E mais romances?

BMS: Claro que sim. Como disse, não quero voltar a estar tanto tempo sem publicar.

13. Só em inglês ou também em português?

BMS: Por mim, quanto mais em português, melhor. Claro que escrevo melhor em português. Sempre que tiver oportunidade de publicar em português, fá-lo-ei. Mas continuarei a escrever e a publicar em inglês, certamente.



Espero que tenham gostado e estejam atentos às novidades a serem publicadas ainda esta semana ;)
Entretanto podem adquirir o primeiro volume de The Dark Sea War Chronicles clicando na imagem abaixo.


domingo, 10 de dezembro de 2017

Aniquilação – Opinião

Vou começar esta opinião por dizer que não sou grande fã de ficção científica, e por isso fico sempre de pé atrás quando vou ler algo assim, mas decidi dar uma oportunidade a este livro, visto já ter ouvido falar bem dele, mas tenho-vos a dizer que odiei desde o princípio ao fim.
Ou eu não percebi o conceito do livro ou então não sei, para mim nada fez sentido, o mundo é demasiado estranho e não consegui ler uma página que fosse sem pensar “ Não estou a perceber nada, por favor acaba já!”, sim porque eu leio todos os livros até ao fim, não consigo meter de lado sem saber se poderá ou não vir a melhorar.
Devido a não nos ser dada informação sobre o nome das personagens, simplesmente se tratam por bióloga ou psicóloga, torna as personagens bastante frias e irreais, não permitindo criar empatia com as mesmas, o que acho essencial num livro.
Definitivamente ainda bem que não comprei o segundo volume, porque não tenciono de todo continuar com esta trilogia.
Peço desculpa desde já aos fãs, mas não recomendo a leitura deste livro, pelo menos a pessoas que tal como eu têm dificuldade em entrar nestes mundos estranhos.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Accio Books – 1º livro dezembro 2017

Vamos lá ver se este último mês do ano de 2017 me vai correr bem em termos de leituras.
Para começar o mês escolhi o livro “Prodigy” de Marie Lu, que é o segundo livro da Trilogia “Legend” da autora. Só para não variar dos últimos livros, ainda não fiz a opinião do primeiro, o início deste ano foi demasiado complicado e ficaram bastantes opiniões por fazer, mas vou tentar nos próximos dias ir fazendo nem que seja uma opinião por dia para ver se este número diminui, nem que seja para metade.
Posso-vos dizer que adorei o primeiro, por isso estou bastante entusiasmada com este, espero não me arrepender pois tenho enormes expectativas sobre ele.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Mar Infinito – Opinião

Para segundo livro de uma trilogia gostei bastante.
Adorei o facto de nos ter sido dado a conhecer o pensamento de personagens como a Ringer, que é logo a primeira personagem com quem temos contacto mal o livro começa. Já no livro anterior tinha ficado com expectativa de vir a saber mais sobre o passado dela, pois é uma personagem que sentia que era capaz de ter um passado bastante estranho.
Achei que a personagem Cassie continua bastante infantil e a incapacidade dela de perceber que devido a todos os acontecimentos as pessoas podem mudar e crescer continua a irritar-me bastante.
Não achei que houvesse uma grande evolução a nível da narrativa, houve novas informações mas foram quase todas divulgadas nas últimas páginas, o que fez parecer que o resto era só o autor a escrever palha que não interessava assim tanto.
Apesar do supra referido, gostei bastante, mesmo com a pouca evolução da estória pois foi possível conhecer melhor as personagens que rodeiam as personagens principais.
Espero que o terceiro já venha a ter mais informação e ação para poder acabar esta trilogia em grande.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Bibidi Bobidi Books – Book Haul novembro 2017

Consegui! Comprei menos livros do que aqueles que li este mês, e por uma margem de 2. Era bom continuar assim, nem que fosse só por um livro por mês.
Mas tudo isto tem uma explicação. Sendo mês antes do natal, decidi com umas amigas minhas, também viciadas em livros, que iríamos fazer uma troca de prendas, que incluía nada mais nada menos do que um livro. Esta decisão ocorreu nos primeiros dias do mês e foi decidido entre todas que não íamos comprar livros para que não houvesse a possibilidade de nos ser dado um livro que já tivéssemos, isto porque divulgamos a nossa wishlist umas às outras. Como tal, tive que me manter quieta, e por isso a coisa correu bem.
Dos livros comprados, 2 já tinha comprado antes da dita combinação e 1 não se encontrava na minha wishlist, porque me tinha esquecido de o colocar lá, por isso safei-me.
Os livros comprados este mês foram:

  1. “The Rose and The Dagger” de Renée Ahdieh
  2. “A Próxima Vítima” de Hakan Nesser
  3. “The Raven Boys” de Maggie Stiefvater

De todos o que estou mais empolgada para ler é obviamente “The Rose and The Dagger” de Renée Ahdieh, pois fiquei maravilhada com o 1º, provavelmente será uma das próximas leituras.




domingo, 3 de dezembro de 2017

Slated: Reiniciada – Opinião

Estava com as expectativas minimamente altas para esta trilogia e posso dizer que gostei mais do que aquilo que achei que iria gostar.
No início a estória fez-me lembrar um pouco a saga “The Giver” devido à personagem principal de “Slated”, Kyla, não possuir quaisquer memórias do seu passado e coisas tão simples como andar, terem que ser ensinadas a uma rapariga de 16 anos, pois foram-lhe retiradas de maneira a torná-la mais “apta” para a sociedade, e em “The Giver” as personagens não têm qualquer memória do passado libertando o ser humano de tudo o que os pode diferenciar e tornando-os pequenos robots que só seguem regras e que não sabem o que é o perigo ou o amor, pois todos estes sentimentos são controlados, ou seja , há em ambas as estórias um controle do ser humano.
Adorei as personagens Kyla e Ben, e fiquei super curiosa como é que esta estória se vai desenrolar.
É um livro de leitura bastante rápida e fácil, devido a ter muitas falas e às letras serem grandinhas.

Fãs de distopias deviam na minha opinião dar uma olhadela a esta trilogia, porque pelo menos o 1º livro vale a pena. :D